esta dançaria se soubesse...
02 julho, 2008
Bobby Mcferrin improvisation with Richard Bona
qualquer coisa completamente diferente...
sabe a terras distantes e a ventos quentes, fortes, lentos. sabe a florestas claras com um travo de sal.
portas e janelas II - inside my mind
01 julho, 2008
Vivaldi - Stabat mater (RV 621) - Andreas Scholl
à procura da perfeição...
parece fácil.
Nina Simone - Feeling good
Aqui como pano de fundo na promoção da 4.ª série de Sete Palmos de Terra. Tudo muito bom. Realmente aquelas laranjas estavam mesmo a pedi-las...
portas e janelas de música
vou ilustrar o que disse com as minhas músicas preferidas.
21 junho, 2008
liberdade
quanto serei eu capaz de dar de mim sem pedir nada em troca? há dias em que esta luta me dói até à alma (que é onde as coisas difíceis doem). há dias em que só desejar ser assim já é uma vitória. há dias em que só de tocar ao de leve nessa promessa de liberdade, e senti-la ganhar corpo, dá sentido a todos os fracassos, a todos os desânimos e faz desejar ir mais longe (ou ir mais fundo).
mais uma fotografia do jardim cá de casa
12 junho, 2008
Coldplay - Violet Hill
estão de volta...
Gosto bastante da cor que os instrumentos de corda trazem para Yes e Viva la vida. Mas Viva la vida é muito mais do que essa ambiência, é a afirmação de um risco que valeu a pena correrem, é a batida do coração nos novos coldplay, sintam-lhes a pulsação. A mesma pulsação que se ouve em Violet Hill. No fim não se vão embora sem respirar fundo ao som de Strawberry Swing que já está longe da terra de Violet Hill, já é outro lugar, ou talvez seja um caminho, um caminho para chegar a Death and all his friends. e não se pense que Death and all his friends soa a fim, não, soa a princípio: boa viagem!
01 junho, 2008
My blueberry nights


qual é a distância entre duas pessoas? quanto tempo é a distância entre duas pessoas? quanto quanto tempo se demora a atravessar a perda? quanto tempo se demora a atravessar o tempo?
há muito tempo que não via um filme em que o tempo é uma das personagens. em que as coisas tem tempo para acontecer; em que as personagens tem tempo para falar e para calar, para perder e para se perderem; em que para encontrar não é preciso procurar é preciso desistir.
o que nos tira o sono? o que nos tira o chão? e quando isso acontece qual a distância que temos que percorrer? qual a largura desta estrada? quantos passos tem? quantos quilómetros? quantas pessoas? quanto tempo? o tempo entre estar e encontrar. pode ser um passo. pode ser um ano. pode não ser.

probabilidades
Esse homem tinha um amigo. O amigo era um homem muitíssimo desorganizado. Deixava-se sempre guiar pelo acaso, pelo inesperado. Era imprevisível, até para si próprio, o que iria fazer a seguir, ou onde iria estar.
Era para todos um mistério como é que estes dois homens se tinham encontrado. Era um mistério ainda maior como é que eles se continuavam a encontrar.
Se os encontros destes homens eram resultado da imponderabilidade de um, ou da constância do outro, (ou de uma terceira instância) ninguém sabia ao certo, mas, o facto, é que os encontros aconteciam, se repetiam, contrariando todas as probabilidades.
23 maio, 2008
19 maio, 2008
eu que não tenho nome
E assim, de mim me sinto ausente,
por mais que te tente fechar janelas
à imaginação. escapa-se-me com a corrente
pelas frestas do corpo, recusa
a prisão domiciliária dos sentidos,
esvazia-se como se na distância estivesse mais perto
e na alteridade se encontrasse semelhante.
devo ter perdido algures o sentido do risco
que protege quem tem medo de se perder.
como alguém que perante o abismo
sentindo atracção e medo
se tenha traído numa hesitação,
um instante apenas, e ao regressar
tenha perdido e ao perder
tenha trazido
à flor dos lábios
o sabor prometido pela vertigem.
09 maio, 2008
06 maio, 2008
Princípio
ausência de pessoas, ausência de velhos hábitos, ausência de horários normais, ausência de saídas descontraídas e informais, ausência de conversas infindáveis, ausência de encontros, de desencontros, ausência de tarefas manuais. hoje caminhar ou limpar a casa tornaram-se tarefas oasis. um prazer para as mãos e um alívio para a mente. hoje saio ao fim da tarde para fotografar flores do jardim e dou-me conta das diferenças de um dia para o outro. a vida não pára. se do lado de cá a vida parece estar imóvel há meses numa secretária com um computador ao centro rodeado de papeis, do lado de lá da porta, a vida não pára, as flores crescem e murcham a uma velocidade alucinante e assim os outros e assim eu própria, assim as minhas células nascem e morrem diante dos meus olhos. quando finalmente me disserem: podes sair acho que nem me vou mexer. ficar a ouvir o ruído do mundo e não responder e nem mexer um músculo, não fazer nada. ou então dormir: esperar pelo fim de todos os sonhos que não tenho sonhado para acordar. e como durante o sono o não há tempo vou acordar no instante seguinte, levantar-me ligar o computador, esperar pelo meu habitat natural, digo, pelo meu ambiente de trabalho, abrir as pastas sucessivamente: documentos, fac, mestrado, tese, cap9-conclusão e perceber que já acabei e que não tenho nada a fazer ali, nem em lugar nenhum, nem nesse dia, nem no outro, porque todos os dias estarão em branco, indefinidos, informes, selvagens, prontos a ferir-me até ao osso com a sua beleza de marfim intocável, com a sua abundância de horas livres e moles. dias de miragem e precipício. dias que me lançam do futuro o seu aroma de risco e vertigem. por eles sigo às cegas tacteando no escuro à procura da saída de emergência, da tecla on/off, da opção log out, da palavra FIM no fim da página.
(fotografia tirada no jardim cá de casa no dia 1 de maio de 2008)
07 fevereiro, 2008
Welcome to my mind
tradução: não disponível
20 dezembro, 2007
Do you feel loved?
É isso o Natal

a imagem de um amor incondicional
10 dezembro, 2007
ainda não estou aqui
ervil adeuq me ounitnoc
...uotse edno meb ies oãn àj sezev sá
oãhc oa ogehc siam acnun
rarap
rarap sanepa essedup
rimrod
opmet o rarap
ãhnama raçemocer
ritsixe oãn ejoh
ãhnama
sosso son oçasnac etse mes ãhnhama
iuqa uotse oãn adnia
ue uos oãn atse
oxelfer uem o sanepa è
ojev ue meuq è
.ohlepse oa ojev em odnauq



