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13 junho, 2012

(in)gestão permanente


quando todos os dias tem mais horas do que deveriam ter, pergunto-me:
a que dias por vir estarei eu a roubar estas horas?


10 junho, 2011

o dia depois de ontem


este é o dia seguinte.
por isso convivem em mim dois sentimentos contrastantes. a satisfação pelo trabalho realizado. e um certo vazio, difícil de explicar... (saudades já de algo que terminou? ou a difícil tarefa de me re-equilibrar depois de ter exigido tanto de tudo, e de todos e de mim.)
às vezes penso que outra forma de viver e de trabalhar deve ser possível, eu é que ainda não a descobri, por isso gasto-me assim, na primeira pessoa do singular, no presente do indicativo. por isso às vezes o medo. porque entregar (me) assim é arriscado.
damos e recebemos, mas onde estamos? se estivermos só no que damos, arriscamos ficar sem nada? ou damos sem medo e em liberdade porque o fazemos a partir do centro, do núcleo duro daquilo que somos e daquilo em que acreditamos? e não tememos esvaziar-nos porque sabemos que o amor não se gasta nem se divide, antes se multiplica nas mãos de quem o dá.

14 maio, 2011

Receita


um oásis.
só preciso de cinco minutos de oásis por dia para me abstrair da quantidade de trabalho que tenho pela frente e descansar.
e um café.
um café depois do almoço para enfrentar a tarde, noite, madrugada (o tempo que for) com energia aproximadamente constante.



22 março, 2011

memória II


pela noite adentro.
o relógio a morder-me os calcanhares.
lentamente.


memória


à volta, à volta, à volta de um trabalho sobre memória...
parece que me tenho esquecido.


28 janeiro, 2011

(des)existir III


há uma linha que marca a fronteira. há uma linha para lá do cansaço, para lá da razão... e cada passo que dás nessa direcção aumenta grão a grão o teu desfasamento com o resto do mundo. o mundo vai ficando cada vez mais longe e desfocado. o corpo cada vez mais lento e mais cansado. quanto tempo se pode caminhar nesse deserto? quanto tempo vive uma árvore sem raiz? quanto tempo até o corpo desistir? quanto tempo até o vento apagar os teus passos e não saberes mais para onde voltar? quando tempo? um dia? uma hora? um passo?


11 janeiro, 2011

citação


"o esforço é uma espada de dois (le)gumes"


09 janeiro, 2011

fim do semestre


estes são dias de hibernar. não estou cá. estou retida. estou contida. estou ausente.


05 novembro, 2010

energias alternativas


hoje sou uma máquina movida a café...
vrummmm, vrummm, cofff, cofff.


04 novembro, 2010

Inércia


inércia.
sono.
estupidez aguda
ou indolência generalizada?
o tempo a passar
e não fiz nada.
nada de nada.
...
vou fazer uma pausa.
(de quê?)


19 outubro, 2010

outra vez

com o início das aulas sinto que deixei de respirar: correria, trabalhos para fazer, artigos para ler, poucas horas de sono, leituras interrompidas, nenhum tempo para escrever, bons hábitos recém-adquiridos novamente perdidos... facilmente me desorganizo.

mas faz-me falta respirar. gosto mesmo deste ar frio, destas cores quentes de outono, desta dança das folhas pelo ar, desta vida que se transforma e se reduz ao essencial. quantas folhas teria eu de perder para me encontrar no essencial? com quantas máscaras enfrento os outonos e os invernos e os outros?

com tantas ideias, trabalhos, pré-ocupações, intenções, expectativas, quanto tempo sobra para simplesmente ser? quanto tempo sobra para me deixar surpreender? quanto tempo sobra para me deixar deslumbrar?

o que é que me deslumbrou hoje?
uma mensagem de agradecimento, um gesto, um toque (porque às vezes parece que nos esquecemos de tocar uns nos outros), gargalhadas de fim de tarde, uma música, as cores do kandinsky (outra vez).

09 setembro, 2010

Regressar


Os melhores dias de férias são, às vezes, aqueles em que se tem uma rotina fixa, intensa, como no tempo de aulas, mas a fazer alguma coisa completamente diferente, de preferência que se gosta e/ou se quer muito fazer. Conclusão: (quando se tem muito tempo de férias) os melhores dias de férias são aqueles em que se trabalha?


27 março, 2009

Férias


último dia de aulas. alunos irrequietos, ansiosos, divertidos, faladores, impacientes. professores cansados, inquietos, animados, relaxados...

Todos ansiosos por ficarem de férias da escola e uns dos outros, porque no fundo, no fundo, gostamos muito uns dos outros, mas chega um dia em que já não nos podemos ver à frente e precisamos todos (professores e alunos) de férias uns dos outros para respirar e recomeçar com nova energia.

Balanço final: tudo o que é bom dá muito trabalho, cansa, ocupa tempo e espaço mental (mesmo quando se está fora da escola)... mas quando é bom (quando se gosta), é mesmo muito bom.

21 janeiro, 2009

as aulas



foto retirada daqui



Introdução à flauta de bisel...
muito motivador para os alunos, difícil para quem os ouve...



foto retirada daqui


Às vezes uma sala é pequena demais para tanta desafinação, principalmente quando querem experimentar todos ao mesmo tempo. Haja paciência e sentido de humor!


08 outubro, 2008

sem tempo




parece que tenho tanto tempo livre no horário, mas não me sobra tempo nenhum, ando sempre atrasada, sempre a correr, continuo a não ter tempo para nada... estranho... ou é dos meus olhos, ou da minha falta de disciplina, ou... é o tempo que passa a correr... logo agora que estava a gostar tanto de ler:








imagem 1 daqui
imagem 2 dali

20 agosto, 2008

Primeiros dias num call center


segunda, dia 1 = dores de cabeça, dores de cabeça, dores de cabeça, que dia é hoje? quando é que são 23h, dores de cabeça... noite mal dormida, sem conseguir desligar o cérebro, sem conseguir parar...

terça, dia 2 = são 23h, log off. não correu tão mal... consegui ter apetite para jantar, consegui dormir, sem dores de cabeça

quarta, dia 3 = ?


imagem daqui