Mostrar mensagens com a etiqueta atitude. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atitude. Mostrar todas as mensagens

04 setembro, 2012

Ornatos Violeta - Nuvem



banda sonora do dia,
"hoje o tempo vai mudar"
hoje é o dia.


umut


o amanhã chegou: um dia normal,
a dor fantasma substituída por uma dor real.
estou só um pouco cansada:
ontem dormi mal.
o amanhã chegou: um dia desigual
à espera de se repetir infinitamente
até se tornar banal.
o amanhã chegou: é hoje.
olha de novo, vê melhor,
dispersa as nuvens que se condensam no olhar.
algum dia vais ter que deixar de viver por acaso
e arriscar:
que dia é hoje?
o que é que vais fazer, hoje, de propósito?
podes começar por algo pequeno,
aparentemente simples, aparentemente insignificante:
hoje é dia de desejar “bom dia”,
hoje é dia de almoçar com um amigo,
hoje é dia de aprender algo novo,
uma palavra, por exemplo: esperança,
hope, espoir, umut, hoop, håper, nadzieja, 期待, आशा, …
hoje é dia de ouvir a música do mundo à tua volta,
de olhos fechados, ouvir só,
hoje é dia de parar para agradecer,
hoje é dia de escrever um poema, ou uma canção,
hoje é o dia.


10 dezembro, 2011

O olhar e o ver

em tempos de crise, e em todos os tempos, há pessoas que desistem e pessoas que reconhecem e agarram as oportunidades, há pessoas que bloqueiam e pessoas que sabem recomeçar uma, duas, três... as vezes que for preciso, há pessoas que se fecham em si mesmas e pessoas que se abrem aos outros. e não quero com isto dizer que o mundo se divide em dois tipos de pessoas, mas que nós, em diferentes tempos, podemos ter diferentes reacções aos acontecimentos, às pessoas, aos sentimentos. 

a qualidade do olhar é um factor preponderante. como vemos? o que vemos? continuamos a maravilhar-nos, ou tudo nos parece mais do mesmo? arriscamos expor-nos, ou temos uma imagem a defender? quando vemos injustiça, sofrimento,... sentimos-nos interpelados ou tornámo-nos indiferentes? o que vemos nos outros? os nossos pré-conceitos? os nossos pré-desejos? será que lá no fundo, bem no fundo, inconfessavelmente, ainda achamos que temos o direito de ser felizes e que os outros tem a obrigação de nos fazer felizes? ou vemos os outros como realmente são, com liberdade interior, sem julgar e sem exigir que correspondam aos nossos desígnios? 

viver atento, acordado, alerta para aquilo que nos rodeia não é um objectivo que em alguma altura está definitivamente conquistado, é uma atitude que se exercita constantemente, é uma meta nunca alcançada, podemos sempre fazer melhor, sempre. será que fazemos?

29 maio, 2011

Modus operandi


vai aonde queres ir,
diz o que tens a dizer.
sê educado e sensato,
humilde, mas não condescendente,
corajoso, mas não intransigente,
livre acima de tudo,
na relação com as coisas e com as pessoas,
na certeza de que tudo passa,
(até a vida)
e portanto não tens nada a perder.


17 maio, 2011

GIVE CHILDREN A HEALTHY START IN LIFE


Why Bother? from ONE Campaign on Vimeo.


New and effective vaccines are now available to help prevent two of the biggest killers of children under 5: pneumonia and diarrhoea. With these vaccines we can save 4 million kids' lives in the next 5 years. But we've only got a few weeks to make it happen. Next month world leaders are meeting at the Global Alliance for Vaccines and Immunisation pledging conference to decide how much they will support the roll out of these vaccines in developing countries.


Help protect children for a lifetime by adding your name here:

http://www.one.org/international/actnow/vaccines/o.pl?id=2318-4763128-UKSEpRx&t=3



04 abril, 2011

É para já!


Passo a vida a adiar, coisas pequenas, coisas grandes, coisas assim-assim. Adio a hora de ir dormir, adio o sono para outro dia, adio a hora de acordar, adio o que tenho que ler, adio o que tenho que escrever, adio o que tenho que compor, adio o que tenho que estudar, adio a oração para amanhã, adio o exercício para depois de amanhã, adio e-mails que tenho que enviar, adio reuniões que tenho que marcar, adio pessoas que devia visitar, adio o que tenho para dizer, adio o que tenho para sentir, adio, adio, adio...

Facilmente, reparo, me habituo a adiar não só as coisas chatas, mas também as coisas boas, por medo, preguiça ou distracção. adio a felicidade para outro dia por que me esqueço de viver bem o tempo, as oportunidades, as pessoas de todos os dias...



E se hoje começar a olhar para os dias de outra forma? Se em vez se adiar decidir: é para já! É para já o trabalho, é para já deitar cedo e cedo erguer, é para já fazer exercício, é para já aproveitar melhor o tempo e ter tempo para ter tempo e ter tempo para descansar e ter tempo para estar. É para já a vida!



20 março, 2011

dar... ou dar-se


dar sem querer nada em troca... é difícil? muito. mesmo quando nos convencemos de que somos desinteressados, muitas vezes esperamos uma retribuição, um reconhecimento, talvez apenas um obrigado bastasse, mas nada, nada de nada (mesmo nada) é difícil de digerir.

quanto mais não seja, dar dá, muitas vezes, alguma satisfação interior... mas dar pelo bem do outro e não para nos sentirmos melhores pessoas... dar a quem nos irrita, dar a quem nos tira (a paz e paciência), dar a quem nos incomoda... é difícil? muito.

e quando digo dar... não quero dizer necessariamente dar alguma coisa material, às vezes quero dizer dar-se. é difícil? muito, mas só o facto de estarmos atentos faz-nos encontrar muitas oportunidades de dar... oportunidades que temos todos os dias e que por distracção ou preguiça desperdiçamos.


22 fevereiro, 2011

a outra face


os nossos pré-conceitos afectam de forma determinante a atitude que temos perante os desconhecidos, se sorrimos ou não, se somos mais ou menos pacientes, se somos mais ou menos sinceros, ou melhor, mais ou menos parecidos com o que somos realmente.
as nossas experiências anteriores com as pessoas afectam a forma como as tratamos da segunda, da terceira, da décima e da milésima vez porque é muito difícil ultrapassar diferenças e mágoas prévias para arriscar ser gratuito e olhar com um olhar renovado uma e outra vez.
por último, a nossa opinião em relação a nós próprios, a nossa auto-estima, aquilo que achamos, mais ou menos conscientemente, que merecemos (ou não) reflecte-se a todo o momento nas nossas opções e acções em relação aos outros (como uma espécie de profecia que se auto-realiza). quantas vezes nos desvalorizamos silenciosamente, quantas vezes esquecemos que o valor intrínseco de cada um é completamente independente das qualidades e dos defeitos, do QI, das aparências, ...
eu que me reconheço como num espelho em todas estas armadilhas (dos pré-conceitos à auto-desvalorização) fico a pensar: como seriam as nossas relações se nos libertássemos de todas estas correntes?


15 dezembro, 2010

tese


o desencontro não existe.
a probabilidade do encontro é directamente proporcional à vontade.


13 dezembro, 2010

perspectivas


e se tudo o que acontece for o melhor, mesmo que as vezes não pareça?
e se tentar fazer o melhor com tudo o que acontece, mesmo que às vezes não apeteça?


01 dezembro, 2010

ouvi dizer II


dizem-me que cale, ignore, iluda,
que enterneça, que disfarce e entre-teça
e a seguir desapareça.
dizem-me que, com lucidez,
respeite as regras
e finja estar, tanto quanto possível,
absolutamente desinteressada.


10 novembro, 2010

Silêncio ou nada


vou escrever um manifesto. dirá assim:
senta-te aí e não digas nada: é isso estar.


13 agosto, 2010

TED TALKS


"TED TALKS": Apresentações de 20 min sobre os mais diversos temas (tecnologia, ciência, entretenimento, educação, economia...) disponibilizadas gratuitamente on-line no site: www.ted.com

"IDEAS WORTH SPREADING!"
Ideias que inspiram, que desafiam, ideias para todos os gostos e feitios, ideias bizarras (porque segundo dizem são as únicas que valem a pena) ideias geniais... vale a pena vasculhar o site. com certeza encontrarão uma apresentação que vos agrade (ou desagrade), que vos surpreenda, que vos inspire, que vos faça rir... Ideias não ocupam espaço, mas podem contagiar. Se têm medo de ser contagiados é melhor evitarem o site... mas eu continuo a pensar: Um local onde se partilham ideias?!? ora aí está uma ideia genial!

UM EXEMPLO:

Esta apresentação, para além de ser feita por um orador verdadeiramente cativante, é sobre educação: um tema tão banal (porque usual, sempre presente e sempre discutido) como relevante (porque determina o nosso desenvolvimento individual e colectivo). De uma forma divertida e despretensiosa Ken Robinson coloca questões pertinentes... daquelas que fazem pensar e que podem despertar outras questões e novas ideias... queiramos ou não é uma área em que estamos todos envolvidos... somos todos fruto de uma certa educação e acabamos, mais tarde ou mais cedo, de uma maneira ou de outra, por estar envolvidos na educação de outros... estará realmente a educação a matar a criatividade? o que aprendemos e o que desaprendemos? o que mudar e como mudar para melhor?

05 julho, 2010

o encontro

quando nos aproximámos ficamos mais vulneráveis. subitamente o que outro diz ou faz pode ferir-nos em lugares até ali intocáveis. e pode até fazê-lo sem intenção, mas a dor não é menor por isso. por outro lado, se nos fecharmos para evitar a dor evitámos também todas as alegrias e surpresas do encontro. toda a luz e toda a sombra. tudo o que de bom e mau se aprende sobre os outros e sobre nós. evitar sentir é evitar viver. evitar viver é evitar ser. somos aquilo que somos com os outros. somos aquilo que somos sem os outros. somos aquilo que somos para os outros. somos aquilo que os outros são em nós. não podemos evitá-los sem nos evitarmos a nós mesmos. como explicam Daniel Faria e Rainer Maria Rilke para se ser grande há que ser frágil (quando digo grande entenda-se inteiro, íntegro, verdadeiro, belo).


A tua pequenez é enorme.
Nada te pode vencer.
Não recuses nenhum dos teus limites, só eles dizem a grandeza do que tens.

Daniel Faria



Entrega sempre a tua beleza
sem cálculo, sem palavras.
Calas-te. E ela diz por ti: eu sou.
E com mil sentidos chega,
chega finalmente a cada um.

Rainer Maria Rilke,
in “O Livro das Imagens"


29 junho, 2010

Pensamento II


a verdade mais dolorosa é melhor que a mentira mais piedosa.


29 janeiro, 2009

mundo, liberdade e agricultura




Ontem finalmente me decidi a podar o meu bonsai...
(Não tirei fotografias antes e depois, ou seja, esta imagem não é do meu bonsai...)

A questão é: não sei como podar um bonsai. Deduzi que devia tentar orientar o crescimento dos ramos preservando uma imagem global que me parecesse natural. Não sei se o que fiz está bem ou se está mal, mas se a árvore morrer entretanto acho que vou ter a minha resposta. Se ela sobreviver fico na mesma: não sei se foi porque eu podei bem, ou se foi o bonsai que resistiu à agressão por teimosia. (uma coisa é certa, o bonsai está a durar mais tempo do que todos os peixes que me ofereceram antes dele)

Segundo me lembro do que já li, os ramos do bonsai não devem cruzar-se uns com os outros, devem ter espaço para crescer de forma confortável. Depois há aquela questão do tronco fazer um S... mas isso está nitidamente fora do meu alcance!

É difícil cortar ramos, nunca sabemos se estamos a fazer a opção certa; é didícil cortar com o supérfluo e deixar só o que é essencial, embora depois de cortar pareça óbvio que viver com menos nos dá mais liberdade de movimento e até de pensamento. É difícil dizer não, quando se é constantemente bombardeado com opções, necessidades, imposições. É difícil resistir e manter a velocidade escolhida quando a toda a volta o mundo se movimenta ao dobro da velocidade, incitando ao passar: faz mais isto e mais aquilo, olha esta oportunidade, vira ali, corre acolá.

[imagem daqui]



23 janeiro, 2009

24 outubro, 2008

Joni Mitchell - California (BBC)


a paz não é só um sonho. daqui não conseguirei, talvez, lutar pela paz do outro lado do mundo, mas vale a pena perceber se onde estou construo paz ou causo discórdia e desunião. onde me sinto em paz? como transmitir paz? ser quem se é dá paz interior, aceitar os outros como são deve dar-lhes paz a eles... digo eu... será?

Provérbio chinês




"Para que possas beber vinho num copo que está cheio de chá,
é necessário primeiro tirar o chá. Só então poderás servir e beber o vinho."



fotografia de Ernest von Rosen, www.amgmedia.com

11 outubro, 2008

a cada coisa o seu tempo


Hoje é Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, por isso recomendo:

- uma visita ao site da Associação Portuguesa dos Cuidados Paliativos:

http://www.apcp.com.pt/

- a crónica de ontem da Laurinda Alves:

http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/143383.html

- e já agora uma pequena entrevista da Laurinda Alves ao Dr. Daniel Serrão:

http://videos.sapo.pt/ZiDcVPzBqoAmulonel2G

A informação e a consciencialização são essenciais para que cada vez mais se reivindiquem direitos essenciais de doentes, famílias e até de profissionais de saúde. É preciso que a morte seja integrada com naturalidade na vida, que se respeite o tempo de morrer porque para morrer também é preciso tempo. E durante esse tempo há muito para fazer, muito para aprender, muito para viver.