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06 novembro, 2012

Matisyahu - Miracle (New Acoustic Version)



Uma música cheia de boa energia.
Ouvir de manhã, à tarde ou à noite. Aumentar o volume. Deixar contaminar os dias.


04 setembro, 2012

umut


o amanhã chegou: um dia normal,
a dor fantasma substituída por uma dor real.
estou só um pouco cansada:
ontem dormi mal.
o amanhã chegou: um dia desigual
à espera de se repetir infinitamente
até se tornar banal.
o amanhã chegou: é hoje.
olha de novo, vê melhor,
dispersa as nuvens que se condensam no olhar.
algum dia vais ter que deixar de viver por acaso
e arriscar:
que dia é hoje?
o que é que vais fazer, hoje, de propósito?
podes começar por algo pequeno,
aparentemente simples, aparentemente insignificante:
hoje é dia de desejar “bom dia”,
hoje é dia de almoçar com um amigo,
hoje é dia de aprender algo novo,
uma palavra, por exemplo: esperança,
hope, espoir, umut, hoop, håper, nadzieja, 期待, आशा, …
hoje é dia de ouvir a música do mundo à tua volta,
de olhos fechados, ouvir só,
hoje é dia de parar para agradecer,
hoje é dia de escrever um poema, ou uma canção,
hoje é o dia.


17 maio, 2011

GIVE CHILDREN A HEALTHY START IN LIFE


Why Bother? from ONE Campaign on Vimeo.


New and effective vaccines are now available to help prevent two of the biggest killers of children under 5: pneumonia and diarrhoea. With these vaccines we can save 4 million kids' lives in the next 5 years. But we've only got a few weeks to make it happen. Next month world leaders are meeting at the Global Alliance for Vaccines and Immunisation pledging conference to decide how much they will support the roll out of these vaccines in developing countries.


Help protect children for a lifetime by adding your name here:

http://www.one.org/international/actnow/vaccines/o.pl?id=2318-4763128-UKSEpRx&t=3



14 abril, 2011

Páscoa


o fim e o princípio sobrepostos,
lugar onde se cruzam todos os caminhos,
ponte para lá das palavras e dos gestos.

um amor que no silêncio se revela,
que na humildade se traduz
em entrega desmedida.


15 março, 2011

é só isto?


Não gosto de improvisar, gosto de me preparar, não gosto de me sentir sem chão, gosto de controlar, gosto de saber a resposta certa antes de ouvir a pergunta... mas, às vezes, tanta segurança sabe-me a pouco.
Às vezes, pergunto-me: é só isto? Deve haver alguma coisa lá fora pela qual valha a pena arriscar, alguma coisa pela qual valha a pena lutar, alguma coisa que ultrapasse a banalidade dos dias, alguma coisa na qual o coração se reconheça. Deve haver.



09 janeiro, 2011

o princípio, o meio, o fim


em cada tempo, acontecimento, pessoa ou relação estão contidas, em semente, o seu princípio e o seu fim. não os conseguimos ver, mas estão cá. não os consigo ver, mas trago-os dentro de mim. o princípio, o meio, o fim. não posso ver, mas posso confiar. olá, adeus, talvez sim, talvez não, quem sabe?...


22 novembro, 2010

Lucidez


acredito,
lá bem no fundo acredito
na esperança dos dias,
na lógica das árvores,
no rumor dos águas,
na intenção do vento,
na solidão das pedras,
na liberdade dos pássaros,
na lucidez do tempo.


Grito


este grito no silêncio
é esperança ou medo?


21 novembro, 2010

Depois da tarde


de repente o medo.
não sei se é a noite a chegar
ou se sou eu que finjo não procurar,
mas não sei o que fazer se tiver encontrado.
não faço nada.
fico aqui? fico perto?
fico ao lado?
escrevo? não escrevo?
paro? escuto? espero?
respiro-te de-pressa,
mas não declaro.
aproximo-me devagar, observo e calo,
mas quero-te perto
e isso é tão raro.




05 novembro, 2010

Segredo


uma carta! corri para o correio. há tanto tempo que não recebia uma carta. o papel, o cheiro, o desenho das letras, carimbos, selos, o tempo nas dobras, língua, cola, voz, tinta, esperança, silêncio, medo.
guardei a carta no bolso, sem abrir. adiei-te como quem prolonga um prazer. caminhar pelo dia com uma carta por ler. tua. o dia inteiro essa notícia repetida, esse segredo no bolso, um murmúrio intermitente a massajar-me a palma da mão, uma resistência imperceptível do papel contra a perna ao andar, uma corrente de ar porque alguma janela mal fechada no coração (ou é o medo a jogar ao esconde-esconde com a esperança. desarrumam-me tudo!)
quanto tempo vou aguentar? umas horas? um dia? mais que um dia? será que consigo dormir com esta carta no bolso? por ler. tua. não sei, mas sabe-me bem não ler, como quem caminha por instantes de olhos fechados na rua, sem ter medo de tropeçar, ou do que os outros vão pensar, porque no fundo caminhamos sempre de olhos fechados para o futuro. confio de olhos fechados que há muito mais do que aquilo que se vê. confio de olhos fechados que não preciso de tentar prever tudo o que vai acontecer.


16 maio, 2010

espera(r)


esperar irrita. esperar custa. às vezes até dói. às vezes parece inglório, um desperdício de tempo, parece sinónimo de estar parado... mas não é. esperar é respeitar o tempo dos outros. esperar é respeitar o nosso próprio tempo. esperar é respeitar o tempo da vida, que nem sempre coincide com o nosso. é um óptimo exercício para se descobrir o que se quer, porque os desejos não aguentam esperar e vão caindo de maduros (ou de verdes: há desejos que nunca chegam a amadurecer, nem o merecem) até sobrarem só os desejos que darão bons frutos, desejos construtivos que fazem parte do que se quer e não daquilo que apetece e que está sempre a mudar.

esperar é a capacidade dos que ainda são capazes de viver com esperança, dos que ainda são capazes de acreditar no mundo, nas pessoas, na beleza, na verdade, na justiça,...

esperar está para a acção como o silêncio para a música (ou para a palavra) e já se sabe que não há boa música sem silêncio.


19 março, 2010

Espera


as contrariedades testam a persistência e fortalecem o espírito?


ah! então é isso. já me sinto mais musculosa.



29 setembro, 2009

perspectiva






paciência é procurar paz no meio de tudo o que acontece

e não se espera
e de tudo o que se espera

e não acontece.






23 janeiro, 2009

das palavras e dos actos

[O Presidente americano Barack Obama decretou hoje o encerramento do centro de detenção de Guantánamo dentro de um ano e ordenou o encerramento, o mais depressa possível, dos outros centros de detenção que a CIA mantém actualmente no estrangeiro para suspeitos de terrorismo. Decretou ainda que os EUA respeitem as convenções de Genebra no modo de actuação com prisioneiros de guerra.

“Aquilo que eu faço agora, não é apenas o cumprimento das promessas que fiz durante a campanha eleitoral, mas também, acredito, uma concepção que remonta aos pais fundadores (dos Estados Unidos) segundo os quais nós esperamos respeitar as normas fundamentais de comportamento, não apenas quando isso for fácil, mas igualmente quando é difícil”]

notícia completa no Público

Bons discursos que se traduzem em actos ajudam a acreditar de novo na Política. Ainda que os sistemas humanos não traduzam nunca a perfeição dos ideais vale sempre a pena lutar para melhorar o que está mal, mesmo quando é difícil, ou principalmente quando é difícil. Muito se tem falado sobre ele nos últimos meses. Barak Obama conseguiu com o seu carisma transmitir a coragem e a esperança que os seus eleitores ansiavam, mas agora é que as palavras se vão escrever na história. Ao contrário da maioria, presidentes de países com os EUA tem o poder de escrever directamente na história do mundo e de afectar milhares de pessoa, para o bem e para o mal. Acredito que pode ser mesmo para o bem. Precisamos de boas notícias.


10 julho, 2008

branco-luz


cala-te!
cala-te já
enquanto ainda há sentidos escondidos.
não acredito em nada do que dizes,
palavras vãs, sentimentos - pedras na garganta
- interrompidos.
não venhas agora. o tempo espera.
as coisas claras demoram a nascer,
mas quando chegam
destroem casas, derrubam muros,
inundam vidas com seu eterno amanhecer.


09 julho, 2008

Expectativas vs. realidade

ser o que se é, é algo suficientemente difícil. porque é que se exige que, além disso, as pessoas tenham que corresponder as expectativas de uma sociedade normalizada? porque é que não se pode estar triste? porque é que não se pode estar calado, por não ter nada para dizer? porque é que se tem que querer atingir um determinado estatuto, ou ter determinadas profissões? porque é que se deve desconfiar de tudo e todos e considerar a inocência ou a ingenuidade um defeito de carácter? porque é que se tem que ser magro? porque é que se tem que ser rico ou famoso ou estar na moda?
simultaneamente não consigo ver onde é que responder a todos estes estímulos e expectativas sociais torna as pessoas mais felizes. Será que me dou ao trabalho de perceber o que as pessoas são e sentem para além daquilo que aparentam? será que pergunto: tudo bem? e não como estás? E se pergunto como estás? fico tempo suficiente para ouvir a resposta verdadeira ou não tenho coragem porque corro o risco de ouvir o desabafo ou de me aproximar demais do outro, sentir a sua alegria e a sua dor? Será que aposto na qualidade das minhas relações? Será que dou tempo e espaço para me aproximar de alguém e para as pessoas se aproximarem? É difícil, dá trabalho, as pessoas são a maior parte das vezes, confusas, complicadas, não estão sempre bem-dispostas, não são sempre engraçadas... mas ter relações com profundidade não trará outra satisfação, mais disponibilidade de ambas as partes, menos preconceitos, mais aceitação do outro, mais compreensão, mais caridade, mais amor no fundo? porque só se ama quem se conhece.


21 junho, 2008

liberdade




ser gratuito nas relações é tão difícil... ser desinteressado, ou abnegado, dar sem esperar, nem exigir receber. é uma luta interior terrível às vezes. é um pequeno milagre quando acontece naturalmente e sem doer. é uma meta e são pequenas conquistas. é uma luta da qual vale a pena não desistir, porque um só momento de sucesso é imensamente compensador.

quanto serei eu capaz de dar de mim sem pedir nada em troca? há dias em que esta luta me dói até à alma (que é onde as coisas difíceis doem). há dias em que só desejar ser assim já é uma vitória. há dias em que só de tocar ao de leve nessa promessa de liberdade, e senti-la ganhar corpo, dá sentido a todos os fracassos, a todos os desânimos e faz desejar ir mais longe (ou ir mais fundo).







mais uma fotografia do jardim cá de casa


08 agosto, 2007

pequenas coisas, grandes esperanças


as atitudes de alguém próximo podem ser, às vezes, quase incompreensíveis, e não haver palavras, ou esforços que clarifiquem a situação, nem tentativas de diálogo que não resultem frustradas. geralmente a dimensão do problema tende a ser tão pequena que torna a situação em si ainda mais cansativa. só o não diálogo pode ser a causa do aumento da esperança de vida das coisas pequenas.

é para mim penoso, sentir o tempo passar sem que a verdade das coisas nos ilumine. é me difícil aceitar que algo que me pareça claro, resulte tão difícil de esclarecer. às vezes desejos subreptícios de invasão invadem-me: vou lá bater a tua porta até que abras e discutas comigo, ou vou ligar até me atenderes, mas a razão diz-me que devemos respeitar os tempos dos outros, e por isso não reclamo, não discuto, não invado... mostro-me apenas disponível, e espero... ainda que o tempo pareça demorar a passar, ainda que o tempo pareça esgotar-se a cada dia que passa, ainda que não consiga não pensar, ainda que não consiga não sofrer.

não cedo à resignação, mas à esperança. a esperança é a qualidade dos que esperam desejando o bem. a esperança tem na paciência uma aliada e firma as suas raízes na disponibilidade para aceitar. a esperança habita o coração daqueles que se deixam encontrar e torna o difícil mais fácil de suportar.























imagem retirada daqui




16 maio, 2007

o reino






















acredito na felicidade de viver um dia de cada vez,
e no valor das pequenas coisas.
acredito na amizade,
no amor gratuito,
na beleza interior.
acredito na paz.
acredito na liberdade interior.


acredito que vale a pena olhar para o futuro com esperança,
e que é possível optimizar (n)o presente.
acredito que no silêncio se dizem muitas coisas, e se ouve muito melhor.
acredito que melhor é possível, acredito que é possível mudar.
acredito que vale a pena lutar pela justiça e pela verdade.
acredito que faz sentido viver uma vida com sentido,
ou passar a vida a procurá-lo.


acredito na comunicação.
acredito na urgência do perdão.
acredito na busca do essencial.
acredito no poder transformador de um olhar,
acredito no poder transformador do amor.




fotografia encontrada aqui




04 abril, 2006

Cintura de Orion











a ouvir "stop crying your heart out" aqui