18 abril, 2011
sentido de oportunidade II
22 fevereiro, 2011
a outra face
22 dezembro, 2010
natal

21 novembro, 2010
Depois da tarde
de repente o medo.
não sei se é a noite a chegar
ou se sou eu que finjo não procurar,
mas não sei o que fazer se tiver encontrado.
não faço nada.
fico aqui? fico perto?
fico ao lado?
escrevo? não escrevo?
paro? escuto? espero?
respiro-te de-pressa,
mas não declaro.
aproximo-me devagar, observo e calo,
mas quero-te perto
e isso é tão raro.
25 outubro, 2010
Citação
"A música tem de dar espiritualidade ao corpo para se tornar em sonoridade visível."
09 setembro, 2010
Ser
a distância entre o que se pensa e o que se é,
a distância entre o que se faz e o que se pensa,
a distância entre o que se faz e o que se é,
são, a maior parte das vezes, muito maiores do que nós pensávamos...
são, a maior parte das vezes, muito maiores do que a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos.
29 junho, 2010
Pensamento II
a verdade mais dolorosa é melhor que a mentira mais piedosa.
Pensamento I
às vezes enganámo-nos a nós próprios.
e no fundo sabemos que estamos a enganar-nos.
mas queríamos tanto estar enganados.
(ou seja, não estar enganados).
19 março, 2010
Espera
as contrariedades testam a persistência e fortalecem o espírito?
ah! então é isso. já me sinto mais musculosa.
26 maio, 2009
confissões
29 janeiro, 2009
mundo, liberdade e agricultura
(Não tirei fotografias antes e depois, ou seja, esta imagem não é do meu bonsai...)
A questão é: não sei como podar um bonsai. Deduzi que devia tentar orientar o crescimento dos ramos preservando uma imagem global que me parecesse natural. Não sei se o que fiz está bem ou se está mal, mas se a árvore morrer entretanto acho que vou ter a minha resposta. Se ela sobreviver fico na mesma: não sei se foi porque eu podei bem, ou se foi o bonsai que resistiu à agressão por teimosia. (uma coisa é certa, o bonsai está a durar mais tempo do que todos os peixes que me ofereceram antes dele)
Segundo me lembro do que já li, os ramos do bonsai não devem cruzar-se uns com os outros, devem ter espaço para crescer de forma confortável. Depois há aquela questão do tronco fazer um S... mas isso está nitidamente fora do meu alcance!
É difícil cortar ramos, nunca sabemos se estamos a fazer a opção certa; é didícil cortar com o supérfluo e deixar só o que é essencial, embora depois de cortar pareça óbvio que viver com menos nos dá mais liberdade de movimento e até de pensamento. É difícil dizer não, quando se é constantemente bombardeado com opções, necessidades, imposições. É difícil resistir e manter a velocidade escolhida quando a toda a volta o mundo se movimenta ao dobro da velocidade, incitando ao passar: faz mais isto e mais aquilo, olha esta oportunidade, vira ali, corre acolá.
[imagem daqui]
08 outubro, 2008
18 agosto, 2008
olhares
fico a perguntar-me: e eu, o que andarei a transmitir aos outros? mais luz ou mais sombra?
09 julho, 2008
Expectativas vs. realidade
simultaneamente não consigo ver onde é que responder a todos estes estímulos e expectativas sociais torna as pessoas mais felizes. Será que me dou ao trabalho de perceber o que as pessoas são e sentem para além daquilo que aparentam? será que pergunto: tudo bem? e não como estás? E se pergunto como estás? fico tempo suficiente para ouvir a resposta verdadeira ou não tenho coragem porque corro o risco de ouvir o desabafo ou de me aproximar demais do outro, sentir a sua alegria e a sua dor? Será que aposto na qualidade das minhas relações? Será que dou tempo e espaço para me aproximar de alguém e para as pessoas se aproximarem? É difícil, dá trabalho, as pessoas são a maior parte das vezes, confusas, complicadas, não estão sempre bem-dispostas, não são sempre engraçadas... mas ter relações com profundidade não trará outra satisfação, mais disponibilidade de ambas as partes, menos preconceitos, mais aceitação do outro, mais compreensão, mais caridade, mais amor no fundo? porque só se ama quem se conhece.
13 outubro, 2007
límites
quantas vezes serei capaz de repetir? quantas vezes serei capaz de me humilhar? quanto tempo serei capaz de resistir? quantas vezes serei capaz de insistir? quantas vezes serei capaz de perdoar? quantas vezes serei capaz de perguntar? quanto tempo serei capaz de procurar? quantas vezes serei capaz de me calar? quantas vezes serei capaz de superar? quantas vezes serei capaz de voltar? quantas vezes serei capaz de partir?...
límites...
quais são os meus? quais serão os dos outros? haverá alguma outra forma de o saber para além desse testar contínuo, dia após dia, de vaga contra as rochas, de terra contra o vento? haverá outra forma que não a erosão contínua? haverá outra opção que não a de proteger esse frágil equilíbrio entre os meus límites e os de todos os outros?
imagem retirada daqui
28 agosto, 2007
Parar...
Chamamos cultura da pausa à tradição oriental de dar importância aos silêncios na conversação, às margens na pintura, aos vãos livres na arquitectura, ao não dito na mensagem e à receptividade na contemplação."

fotografia do sítio do costume
09 agosto, 2007
Orgulho
aceitar perder para ficar a ganhar...
dá que pensar, não dá?
imagem encontrada aqui
08 agosto, 2007
pequenas coisas, grandes esperanças
as atitudes de alguém próximo podem ser, às vezes, quase incompreensíveis, e não haver palavras, ou esforços que clarifiquem a situação, nem tentativas de diálogo que não resultem frustradas. geralmente a dimensão do problema tende a ser tão pequena que torna a situação em si ainda mais cansativa. só o não diálogo pode ser a causa do aumento da esperança de vida das coisas pequenas.
é para mim penoso, sentir o tempo passar sem que a verdade das coisas nos ilumine. é me difícil aceitar que algo que me pareça claro, resulte tão difícil de esclarecer. às vezes desejos subreptícios de invasão invadem-me: vou lá bater a tua porta até que abras e discutas comigo, ou vou ligar até me atenderes, mas a razão diz-me que devemos respeitar os tempos dos outros, e por isso não reclamo, não discuto, não invado... mostro-me apenas disponível, e espero... ainda que o tempo pareça demorar a passar, ainda que o tempo pareça esgotar-se a cada dia que passa, ainda que não consiga não pensar, ainda que não consiga não sofrer.
não cedo à resignação, mas à esperança. a esperança é a qualidade dos que esperam desejando o bem. a esperança tem na paciência uma aliada e firma as suas raízes na disponibilidade para aceitar. a esperança habita o coração daqueles que se deixam encontrar e torna o difícil mais fácil de suportar.
imagem retirada daqui
07 agosto, 2007
Intentions
we all have good and evil inside,
that doesn't make us good or bad persons though,
it's the choices we make,
the risks we take,
the part we choose to act upon
that defines who we are.
it seems simple,
but simple it is not.
we can still hurt trying to do some good,
we can still help although our intentions were bad:
this equation has too many variables,
and can evolve in unpredictable ways.
we can only try to get it right,
certain that we're going to fail too many times along the way...
we'll just have to keep trying...
keep trying, and failing, and guessing, and wishing,
and dreaming, and loving, and hurting...
keep trying, though hurt, though tired, though weak,
keep trying.
28 junho, 2007
as árvores e os frutos
fotografia encontrada aqui



